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Demanda alta: consumo de Belém cresce nos shoppings

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Demanda alta: consumo de Belém cresce nos shoppings

19/01/2015 00:00:00

Os belenenses terão em breve dois novos shoppings centers: o Bosque Grão-Pará, na avenida dos Trabalhadores com Independência, e o Metrópole Ananindeua, na BR-316 com a avenida Mário Covas. Com eles, a capital paraense passará a ter seis shoppings operando simultaneamente e concorrendo para atrair milhares de consumidores no dia a dia. 

Segurança, conforto, decoração, atrações, promoções e investimentos em tecnologia se tornam armas poderosas na sedução dos clientes. O Bosque Grão Pará será inaugurado em abril e o Metrópole Ananindeua em 2016. Além deles, há especulações no setor de outros dois novos empreendimentos, um em Icoaraci e o outro na avenida José Bonifácio, em São Brás.

Quem passou o mês de dezembro em Belém pôde observar que no último Natal, os shoppings da cidade estiveram lotados, com filas enormes nas lojas e estacionamentos repletos, o que sinaliza a grande demanda existente para esses centros comerciais. Apesar dos indicadores econômicos apontarem a desaceleração do crescimento da economia e do comércio no País, os empresários do ramo se mostram otimistas.

“Economicamente falando, a gente espera uma pequena retração no consumo neste ano. Mas, estamos extremamente otimistas, porque ainda que o mercado se retraia, os players (investidores) vão se manter, e uma gestão eficiente colhe melhores resultados. Então, como empresários, temos de ser confiantes, sim’’, garante o empresário e presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil - Seção Pará (ADVB), Rubens Magno.

A indústria brasileira de shopping centers começou em 1966, com a inauguração do Shopping Iguatemi em São Paulo. De lá para cá, ela se reinventa com obras de expansão e revitalização. De acordo com a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), principal entidade representativa e de defesa dos interesses da atividade, no ano de 2013, o setor fechou em R$ 129,9 bilhões no consolidado das vendas dos 495 shoppings em operação. Para 2014, a Abrasce previu a inauguração de 25 novos empreendimentos em todo o Pais, totalizando 521 shoppings no Brasil. Mais do que um mega centro comercial, eles apostam em novos conceitos para chamar a atenção e fidelizar o cliente.

O shopping Bosque Grão Pará, por exemplo, quer se consolidar como um espaço de lazer e entretenimento, não somente como um grande centro de compras. “Vamos ter uma academia de mil metros quadrados, um salão de boliche, cinemas, parque infantil com profissionais qualificados para cuidar das crianças, além, é claro, das marcas já tradicionais, novidades e restaurantes diferenciados. O Roxy Bar, um ícone da alimentação em Belém, estará com a gente’’, diz o relações públicas do Bosque Grão-Pará, Mauro Cleber.

 

HORIZONTAL

 

De acordo com Cleber, o Bosque Grão-Pará terá 225 lojas num modelo horizontal, como são chamados os prédios de shoppings com, no máximo, dois andares. Mas, diz Cleber, já pode ser considerado o maior em área construída. “O nosso shopping tem um terreno de 123 mil metros quadrados, ainda há muita área para expansão, é o maior’’, afirmou o relações públicas. Localizado a apenas 10 minutos do centro de Belém e vizinho de dois grandes condomínios residenciais horizontais, o Água Cristal e o Cristal Ville, o Bosque Grão-Pará aposta também no crescimento e atração de novos investimentos em sua área de entorno. “Ele vai operar na área de expansão de Belém e isso é muito interessante’’, avalia o presidente da ADVB Pará, Rubens Magno. 

O projeto do shopping Bosque Grão-Pará conta com onze grandes âncoras e cinco mega stores e reunirá marcas internacionais, nacionais e regionais, algumas originárias de mercados emergentes, como o Ceará. A ideia, diz Mauro Cleber, é assegurar conforto, segurança e alta qualidade de serviços. Não à toa, o Bosque Grão-Pará já se anuncia como ‘’o maior, mais moderno e mais bem equipado da região Norte’’, conforme consta em seu material publicitário.

“Temos um setor de inteligência que pensou um mix de lojas para atender o máximo de consumidores. “Já estamos com 80% da rede de lojas fechadas. O percentual ideal é entre 85% a 95%, isso porque é preciso garantir uma reserva técnica para outras marcas que nos procuram posteriormente’’, explica Mauro Cleber. O Bosque Grão-Pará tem a assinatura do tradicional grupo Jereissati Centros Comerciais (JCC), à frente de shoppings em Fortaleza, Campo Grande e Minas Gerais. O empreendimento ainda terá laboratório, clínica, farmácia, agências bancárias e empresas de telefonia. “A gente não aposta só no público A, mas teremos o melhor equipamento para ele’’, garante Cleber. 

 

ANANINDEUA

 

Previsto para entrar em operação a partir de abril de 2016, o shopping Metrópole Ananindeua também se anuncia como ‘’o maior parque de negócios do Pará’’. O empreendimento terá 236 lojas, oito salas de cinema e três torres comerciais com 577 salas. Construído pelo Grupo Sá Cavalcante, um conglomerado de empresas brasileiro com sede em Vila Velha, região metropolitana de Vitória, Espírito Santo, o Metrópole Ananindeua espera incrementar o consumo não somente em Ananindeua, mas também em Marituba, Benevides, Benfica, Santa Isabel e até em Castanhal.

A expectativa é de que o Metrópole gere 3.500 empregos quando estiver funcionando. Com dois pisos de lojas e três de estacionamentos para 2,5 mil vagas, o Metrópole Ananindeua terá 20 lojas âncoras e megalojas, 173 lojas satélite e 26 lojas na praça de alimentação, além de oito salas de cinema.

“Nossa expectativa é de que o Metrópole Ananindeua vai maturar muito rápido. Ele nasce numa zona primária muito estratégica, em que o fluxo de consumo deverá ser instantâneo e frequente. Ele será eclético, terá grandes marcas, mas trabalhará voltado para todos os públicos, das classe A à D’’, afirma o presidente da ADVB Pará, Rubens Magno. Cerca de R$ 400 milhões estão sendo investidos na construção do shopping numa área de 50 mil metros quadrados.

Perguntado sobre os maiores de desafios dos shoppings, em Belém, Rubens Magno, destacou a dificuldade de reter bons empregados e a questão do estacionamento pago. “O consumidor de Belém é tão exigente quanto o de qualquer outra capital, mas ainda há muita resistência para pagar os estacionamentos. Temos também a deficiência de mão de obra capacitada. A gente forma as pessoas, mas não consegue reter. O turnover (rotatividade de pessoal) é muito alto’’.

Fonte: ORM News