A Fecomércio-PA esteve presente ontem (05) na apresentação do Plano Pará 2030 – Turismo e Gastronomia, realizado pelo Governo do Estado através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme) e Secretaria do Estado de Turismo (Setur) no Centro Integrado de Governo (CIG). A apresentação destacou as ações que serão realizadas nos próximos anos, com o objetivo de alavancar o PIB paraense e traçar propostas estratégicas para as cadeias produtivas do Turismo e da Gastronomia. A entidade esteve representada pelo presidente Sebastião Campos.
A platéia formada por empresários, acadêmicos, engenheiros agrônomos, donos de restaurante, entre outros, acompanhou as análises do Pará 2030, que acredita que os segmentos de Turismo e Gastronomia podem crescer em volume de negócios, emprego e renda, cerca de 10% ao ano até 2030. De acordo com o programa, esse crescimento deve partir de iniciativas como divulgação, atração de novos investimentos, melhoria dos produtos turísticos, investimento em infraestrutura e qualificação da mão de obra local.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia, Adnan Demachki ressaltou que o Programa Pará 2030 é um projeto amplo, com a participação do poder público, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada. “Temos de sentar com os representantes da Sedap (Agricultura e Pesca), Setur (Turismo) e da própria Sedeme (Desenvolvimento Econômico) para identificar onde estão os gargalos e avançar. Essa é a proposição do Pará 2030. O planejamento não é estático, ele é dinâmico e aberto as contribuições emergentes’’ – afirmou.
Em artigo assinado recentemente na Revista do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade da CNC, Turismo em Pauta, Sebastião Campos falou sobre o potencial turístico paraense e sua relação com a culinária e gastronomia regional. “Do ponto de vista comercial, a gastronomia como um produto é bastante interessante, pois apresenta novas possibilidades, nem sempre bem exploradas. A relação fundamental das pessoas com a alimentação e seu consumo abre um mercado diverso quando se alia ‘comer e beber’ ao ‘visitar’ novas culturas e lugares, ou seja: o turismo. Mas não é a abertura de um restaurante com comidas típicas do Pará que vai torná-lo um sucesso. Tem de haver diferencial. O negócio precisa ser atraente não apenas para quem é da região, mas para todos. O investidor deve pensar de forma global e agir de forma local, como dizem os estudos” – defendeu Sebastião Campos.
Texto: Adriano Abbade / Com informações Sedeme
Fotos: Adriano Abbade e Sedeme