Mesmo sem autorização oficial, o preço do gás de cozinha de 13 quilos no Pará ficou mais caro em março em vários pontos da cidade. Foi o que constatou pesquisa do Dieese (Departamento de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) divulgada nesta sexta-feira (27).
Segundo levantamento nos principais locais de revenda da capital, nos últimos 12 meses o preço do botijão de gás de cozinha estava praticamente estabilizado. Em fevereiro deste ano o preço médio girava em torno de R$ 43,00, com valores oscilando entre R$ 39,00 e R$ 45,00 nos vários locais de revenda.
A partir do início deste mês de março os revendedores reajustaram os preços em quase 9%, com valor da unidade sendo comercializado agora em torno de R$ 47, oscilando, entre os locais de revenda, entre R$ 42,00 e R$ 48,00.
Ainda segundo o Dieese, com base em informações da ANP (Agencia Nacional do Petróleo), entre os municípios paraenses Itaituba é onde o produto está com o valor mais elevado, custando hoje em média R$ 59,00, com os preços oscilando entre R$ R$ 55,00 e R$ 62,00; Seguido de Redenção, onde custa, em média, R$ 58,00, com os preços oscilando entre R$ 55,00 e R$ 60,00.
Orçamento doméstico - Em termos de impacto, com os novos valores comercializados na capital, o trabalhador assalariado passa a gastar quase 6% do salário mínimo na compra de apenas um botijão por mês. Outro fator preocupante é com o impacto na alimentação (restaurantes, comida fora de casa, etc..). A tendência é de aumentos nestes produtos e consequentemente da inflação, avalia o instituto de pesquisa.
No Pará cerca de 40% da população ocupada recebe no máximo um salário mínimo por mês de remuneração máxima. 'Aumento como este e nesta magnitude só irá contribuir com maior dificuldade para grande parte da população mais carente', ressalta o economista Roberto Sena, coordenador do Dieese.
Fonte: ORM News