A inflação na região metropolitana de Belém fechou o mês de janeiro em 1,74%. O percentual é recorde, já que desde 2012 a inflação da RMB não alcançava patamares tão elevados, segundo a Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas do Pará (Fapespa) em informe técnico divulgado nesta quinta-feira (12).
Janeiro encerrou com o Índice de Preços ao Consumidor 0,91 pontos percentuais acima do registrado em dezembro de 2014, quando alcançou 0,83%. Quando se compara a janeiro de 2014, a alta do IPC/Fapespa fica mais nítida. Em janeiro de 2014, o índice registrou 1,48% e neste ano, 1,53%. A fundação diz que itens como educação e transporte foram os principais responsáveis pela alta.
O grupo classificado como Educação, Leitura e Papelaria contribuiu 0,22 pontos percentuais com a taxa do Índice Geral das famílias com rendimentos entre 1 e 8 salários mínimos. Entre os principais itens responsáveis pelo crescimento da variação da taxa, estão as matrículas e mensalidades do curso de formação fundamental, com registro de 10,97%; o curso de nível superior, fechando em 10,00%; papelaria, em 5,11%; e uniforme escolar, em 3,76%.
Também tiveram destaque no resultado do mês, com aumento nos preços médios, o combustível, a venda de motocicletas e o emplacamento de auto, despesas que, inclusive, são características de início de ano, além dos preços com serviços pessoais. Apenas o grupo de vestuário apresentou taxa negativa de -2,71%, resultado da queima de estoques, comuns nos períodos que favorecem o consumidor.
Para o presidente da Fapespa, Eduardo Costa, os dados mostram 'uma tendência de perda do poder de compra das famílias belenenses, na medida em que a inflação de 2015 deverá estar no mesmo nível ou superior aos 9,91%, registrados pelo ICP/Fapespa em 2014'.
Fonte: ORM News