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Intenção de consumo das famílias paraenses apresenta leve crescimento

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Intenção de consumo das famílias paraenses apresenta leve crescimento

11/10/2018 15:54:09

Segundo a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF - CNC/Fecomércio PA), em setembro de 2018 os paraenses registraram pequena variação positiva de 0,3% quanto a propensão ao consumo, em relação ao mês de agosto de 2018. Contudo, o índice ficou em 70 pontos, o que significa que a maioria dos consumidores estão insatisfeitos com o nível de consumo atual.

Na pesquisa ICF de setembro, os subindicadores - Emprego atual (1,7%); Renda atual (0,4%); Perspectiva de consumo (3,3%) e Nível de consumo atual (1,0) - que compõem o índice de Intenção de Consumo das famílias (ICF), registraram evoluções positivas. No caso da renda, a variação de 0,4% sugere pequeno sinal de recuperação e deve-se a certa estabilização do ritmo inflacionário após o repique registrado nos meses de maio e junho, por ocasião da greve dos caminhoneiros. Porém, nos últimos meses há melhor acomodação dos preços médios, entretanto, o índice alcançou apenas 69,4 pontos, o que evidencia o baixo poder aquisitivo e as dificuldades para a maioria da população.

Já os subindicadores Perspectiva profissional (-0,3%), Compras a prazo (-1,9%) e Momentos para compras de bens duráveis, decresceram (-4,9%). Nestes dois últimos indicadores, apesar da redução dos juros, as incertezas quanto as questões políticas e econômicas e o elevado endividamento influenciaram nas avaliações e confiança dos consumidores.

Para o mês de outubro, a perspectiva de consumo é de aumento de 3,3%. Logo, pode-se inferir possibilidades de incrementos nas vendas do comércio de bens e de serviços. Todavia, neste mês especificamente existem as influências das questões sazonais e tradicionais, como as festividades do Círio e o Dia das Crianças.

Porém, não são esperadas elevações acentuadas da intenção de consumo até o fim do ano. A expectativa das vendas do comércio para o final do ano é positiva, mas em magnitude em torno de 4%, em relação ao ano de 2017. Fatores como a baixa capacidade de crescimento da economia nacional, que não impulsiona o nível de emprego, o alto nível de endividamento das famílias, em conjunto com o indefinido futuro dos rumos da política econômica do País, amortecem as possibilidades de expansão sustentada da economia e, consequentemente, do setor comércio.

Texto: Lúcia Cristina Lisboa / Assessoria Econômica

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